O presidente da Inepar, com sede em Curitiba, uma das empresas que controlam a Tele Norte Leste (ou Telemar), Atilano de Oms Sobrinho, negou ontem que algum sócio da holding tenha sido o responsável pelos grampos nos telefones na sede do BNDES, como acusou o ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros. ‘‘Repudiamos totalmente o uso de expediente tão ignóbil como este’’, afirmou o empresário ontem, falando também em nome do empresário Carlos Jereissati.
Segundo Oms, o ex-ministro teria cometido um equívoco ao fazer estas insinuações. ‘‘Ele cometeu um engano, como todos nós podemos cometer’’, disse. Segundo ele, o ministro é uma pessoa inteligente e conhece a maior parte dos sócios da Telemar e deverá analisar o assunto com mais frieza. ‘‘Acho que as vezes a natureza dos negócios faz com que se tenha opiniões diversas, o que criar um conflito’’, avaliou.
A Inepar, disse seu presidente, também ajudou na campanha de reeleição de FHC. ‘‘Fernando Henrique foi a salvação nacional e sou um admirador profundo dele’’, disse. ‘‘Todas as vezes em que um governo como o dele for candidato, e na medida do possível, a Inepar vai ajudar’’, afirmou. Segundo os dados divulgados na quarta-feira pelo TSE, a Inepar teria contribuído com R$ 1 milhão. ‘‘Tudo que colaboramos foi oficial’’, ressaltou.
Oms também disse que não vê qualquer problema legal na venda das empresas e por isso não teme as investigações do TCU, anunciadas na quarta-feira pelo ministro Carlos Átila, sobre o processo de venda da Tele Norte Leste.
Oms Sobrinho afirmou que o processo foi legítimo, as garantias, por meio de fiança bancária, foram honradas pelo consórcio e o governo recebeu o dinheiro. ‘‘Foi um ato jurídico perfeito’’, afirmou. Ainda assim, o presidente da Inepar admite que a exposição do nome da holding na mídia é negativa.
O presidente da Inepar também disse não acreditar que houve favorecimento do consórcio Stet/Opportunity no processo de venda da Tele Norte Leste. ‘‘Todos podem ter preferência pessoal, mas ele (o ministro) não fez opção por um concorrente’’, disse. ‘‘Não acho que ele tenha trabalhado (em favor do opportunity)’’. Oms também afirmou ser um admirador de Mendonça de Barros. ‘‘O Brasil perde um grande ministro’’, disse.
E respondeu ao apelido de ‘‘telegangue’’ dado por Mendonça ao Consórcio Telemar antes do leilão. ‘‘Para responder a isto eu peço que veja meu passado’’, disse.Arquivo FolhaDoaçõesOms: ‘‘FHC foi a salvação nacional e sou um admirador profundo dele. ‘‘Todas as vezes em que um governo como o dele for candidato, a Inepar vai ajudar’’Agência Estado

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