A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), que congrega grande força econômica e expressão política do Estado, também criticou ontem a nota do Ministério da Fazenda. ‘‘Consideramos a nota inadequada’’, disse o presidente da entidade, Dagoberto Godói.
Godói disse que a entidade propõe o cumprimento do contrato de refinanciamento da dívida por parte do Estado, e entende que o governo estadual não o descumpriu. Segundo o presidente da Fiergs, o governo Olívio Dutra recorreu à Justiça ‘‘para rediscutir aspectos controversos, inclusive de constitucionalidade, que podem sempre ser levantados por qualquer das partes’’.
Godói solicitou que as medidas anunciadas pela Fazenda ‘‘que prejudicam todo o Estado, toda a população e a própria atividade industrial’’ sejam ‘‘sustadas até o pronunciamento da Justiça sob cujos cuidados está a questão’’. O presidente da entidade reafirmou a posição da Fiergs ‘‘em favor da busca de uma conciliação de interesses’’.
A Fiergs defendeu a maior parte das iniciativas do governo Fernando Henrique Cardoso nos últimos quatro anos e do seu aliado, o ex-governador Antonio Britto (PMDB), derrotado por Olívio Dutra (PT) nas eleições de 1998. Na semana passada, a Fiergs teve um atrito com a administração estadual depois de uma recomendação do seu presidente para que Olívio não comparecesse à reunião dos governadores de oposição no dia 18, em Belo Horizonte.

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