São Paulo - Candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB) o deputado Indio da Costa (DEM-RJ) acusou o governo, ontem, de trocar o mensalão pelo loteamento de cargos como estratégia para garantir apoio no Congresso.
O ataque foi feito diante do deputado Michel Temer (PMDB-SP), vice de Dilma Rousseff (PT), em debate promovido pelo Grupo Estado. Segundo Indio, as indicações políticas para órgãos federais substituíram o suposto pagamento de propina a aliados.
''O mensalão se transformou na ocupação de cargos. Parou de ser distribuído dinheiro, mas passou a se distribuir poder'', disse.
Ele comparou o escândalo de 2005 ao mensalão do DEM, que levou à prisão de seu ex-colega de partido, o então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.
''No DEM, o Arruda foi expulso. É diferente do PT, onde você vê que o José Dirceu está operando para eleger a Dilma.''
Temer não respondeu diretamente, mas citou a Operação Caixa de Pandora, que investiga a gestão do DEM em Brasília, como sinal de ''evolução'' da política brasileira.
''A corrupção era uma coisa endêmica no país. E aos poucos, veja o mensalão do DEM, houve uma apuração e essa gente está sendo processada.''
O vice de Marina Silva (PV), Guilherme Leal, voltou a criticar o loteamento de cargos federais, mas não quis entrar no fogo cruzado entre os adversários.

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