Indiciado, ex-prefeito se cala
O ex-prefeito Barbosa Neto, que esteve ontem na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para ser qualificado no indiciamento por peculato nos inquéritos sobre fraudes na compra de livros didáticos sobre cultura negra e indígena e na contratação da empresa Proguarda para a limpeza de prédios públicos, preferiu não prestar depoimento ao Gaeco e tampouco dar entrevista à imprensa.
''Não tenho nada a dizer. Vocês não publicaram que fui inocentado por decisão unânime do Tribunal de Justiça'', disse, referindo-se à decisão da 2 Câmara Criminal do TJ, que anulou o recebimento da denúncia sobre os uniformes, por falta de defesa prévia aos réus, conforme noticiou a FOLHA em novembro. O procedimento deve ser refeito e a ação continuará a tramitar.
O ex-secretário Marco Cito, que também assinou o documento de indiciamento ontem, voltou a alegar inocência. No caso dos livros, disse que ''cem por cento da responsabilidade é da Secretaria de Educação'' e, quanto a Proguarda, afirmou que quando a Controladoria apontou problemas no aditivo para reequilíbrio econômico-financeira de R$ 1,1 milhão, suspendeu o pagamento. ''Não houve prejuízos.''
Em relação à compra dos uniformes, Cito também atribuiu a responsabilidade a Karin Sabec. ''Fiz a ''carona'' conforme a Secretaria de Educação me pediu.'' O advogado da G8 estava em viagem e não foi localizado ontem. Os outros réus não foram localizados em seus telefones celulares. (L.C.)





