Curitiba Os deputados paranaenses paranaenses começaram a nova legislatura com gás total. No mês de março, o levantamento realizado pela Folha em parceria com a UFPR registrou um índice de presença de parlamentares nas sessões de 92%. Em dezembro do ano passado, a média de presenças foi de 80,4%, enquanto em novembro foi de apenas 62%
No total, 30 deputados compareceram a todas as sessões ou tiveram justificativas oficiais para suas ausências no mês passado. O campeão de faltas foi o deputado Chico Noroeste (PL), que compareceu a apenas quatro das oito sessões.
Chico Noroeste justifica suas ausências alegando que a distância de sua base eleitoral, a 700 km da capital, dificulta sua vinda para Curitiba. ''O primeiro avião da região que vem para Curitiba sai às 14h30. Quando eu chego, já não há mais tempo para comparecer a Assembléia'', alega o deputado.
Para ele, a presença do parlamentar junto aos eleitores é imprescindível. ''Tem deputados que tinham 100% de presença na legislatura passada e agora têm 100% de ausência, porque não se reelegeram. O deputado tem que ouvir seus eleitores, para saber o que eles querem. Mas quando ocorrem votações importantes, dou um jeito de vir para Curitiba antes'', explicou Chico Noroeste.
O deputado acredita que o levantamento da Folha/UFPR é importante, mas não traduz a realidade do trabalho parlamentar. ''Muito do trabalho do deputado é feito no gabinete, nas bases, fora do plenário. Mas mesmo assim considero importante que a imprensa esteja atenta para as questões da Assembléia'', argumentou.
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), acredita que o levantamento da Folha/UFPR é uma maneira de levar a população o que se passa na Assembléia. ''É importante acompanhar o trabalho dos parlamentares. A imprensa não tem só o direito, como o dever de fiscalizar o Legislativo e levar as informações para o público'', ressaltou.
Um dado curioso do levantamento é a participação do segundo secretário da Casa, Geraldo Cartário (PSL) nas votações. Apesar de ter comparecido a todas as sessões de março, Cartário votou apenas uma vez na análise de vetos do governo passado.
''Isso é porque o Hermas (Brandão) fica me incomodando para ir na segunda secretaria na hora de votações para trazer documentos. Mas quando a votação é importante, peço a ele para dar um jeito de ficar no plenário'', explicou Cartário.

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