Índice de presença de deputados em 2005 foi razoável
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domingo, 12 de fevereiro de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Seguindo o padrão nacional, o presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Hermas Brandão (PSDB), deve apresentar um projeto de lei no início do ano legislativo, na próxima quarta-feira, diminuindo o recesso dos deputados paranaenses de 90 para 55 dias.
Tão importante quanto cobrar menos férias, é também acompanhar a atuação dos parlamentares. Neste quesito conta projetos apresentados, postura em relação a votações e apoios e presença nas sessões, este último acompanhado pela Folha de Londrina.
Em sete meses de 2005 contabilizados pela Folha, os deputados do Paraná tiveram índice de 81% de comparecimento em plenário. O acompanhamento parlamentar é uma atividade comum nas democracias mais desenvolvidas e bem elaboradas. É a forma de supervisão e cobrança dos eleitores, explicou o doutor em Ciências Sociais e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Oliveira.
Ele considerou razoável o índice de comparecimento nas sessões legislativas paranaenses. Alguns baixam a média. O ideal é um índice superior a 90%. O problema é que alguns parlamentares têm que se deslocar para a sua base no interior, afirmou.
Entre os deputados que obtiveram índice de comparecimento recomendado por Oliveira, segundo levantamento da Folha, estão Francisco Bührer (PSDB), Barbosa Neto (PDT), Mário Sérgio Bradock (PMDB), Dobrandino da Silva (PDMB), Elio Rush (PFL), Hermas Brandão (PSDB), José Domingos Scarpelini (PSB), Tadeu Veneri (PT) e Valdir Rossoni (PSBD). Fui eleito para estar presente. Minha base, às vezes, reclama da minha ausência, afirmou Bührer.
A atuação se faz dentro do parlamento. É lá que se exerce na plenitude o cargo de deputado, afirmou Barbosa Neto. O deputado, que está no seu primeiro mandato, disse que é tão assíduo que chegou a chorar a primeira vez que faltou a uma sessão, porque não conseguiu viajar de Londrina para Curitiba.
Entre os deputados que menos compareceram ao plenário no ano passado, com índice de presença entre 60% e 70%, estão Nelson Justus (PFL), Mauro Moraes (PMDB), Luis Fernandes Litro (PSDB), Luiz Accorsi (PSDB), Ademar Traiano (PSDB), Pedro Ivo (PT) e Waldir Leite (PPS). Eu estou ali todos os dias. Mas quando estão discutindo abobrinhas eu vou para o meu gabinete e acompanho a sessão pelo alto-falante, justificou Moraes. As abobrinhas a que o deputado se refere são projetos como títulos de cidadão honorário e matérias de utilidade pública.
Justus, que figura como o mais faltante do levantamento da Folha, usou o mesmo argumento de Moraes. Estou sempre no meu gabinete. Minha clientela é grande, brincou. O deputado, que está no seu quarto mandato, afirmou que não tem motivo para esconder sua atuação. Vou abrir meu coração. Em votação de projeto de utilidade pública eu não estou lá. Justus explicou ainda que entre maio e agosto esteve doente.


