Indicados membros da Corregedoria da GM
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Paula Barbosa Ocanha<BR>Reportagem Local 
O secretário de Defesa Social, Joaquim Antônio de Mello, indicou ontem os membros da Corregedoria da pasta, que terão a função de investigar processos da Guarda Municipal (GM). A Corregedoria foi criada juntamente com a Secretaria de Defesa Social, mas ainda não havia sido instituída em caráter definitivo. Os quatro nomes foram indicados pelo próprio secretário e todos deverão acumular cargos na administração. A nomeação dos corregedores deverá ser feita ainda esta semana pelo prefeito Barbosa Neto (PDT).
Indiquei a secretária de Governo, Telma Tomioto Terra, para ser a titular da Corregedoria, e como membros indiquei o procurador do município, Fidélis Canguçu, meu atual chefe de gabinete, Jurandir Gonçalves André, e o coordenador do Procon, Carlos Neves, afirmou Mello.
A pasta possui oito casos que esperam investigação. Casos que envolvem diretamente guardas municipais nós temos quatro. Temos uma ocorrência mais grave, de um rapaz que acusou uma dupla de guardas de o levarem até o Bosque para agredi-lo. Os outros são de atrasos, faltas e temos um caso de um guarda que foi acusado de dormir durante o serviço, salientou. O secretário ainda afirmou que dentro de 60 dias as investigações devem estar concluídas.
O secretário também admitiu que não sabe onde foi parar o processo do caso flagrado pela FOLHA, de uma dupla de guardas que agrediu um rapaz com uma arma de choque. O ex-secretário (Benjamin Zanlorenci) foi exonerado e eu nunca consegui conversar com ele. Preciso descobrir porque esse caso não está na secretaria. Assim que os guardas sofrem alguma acusação de má conduta eles são recolhidos para o setor administrativo da pasta. Os tiramos do contato com a população até que o caso seja apurado. Após a investigação, se comprovada a denúncia, adotamos alguma punição e, nos casos mais graves, demissão.
Mello ainda salientou que a Controladoria e a Auditoria precisam estar funcionando para que, no futuro, a GM seja armada. Tem uma lei que exige que isso esteja funcionando para que os contratos com a Polícia Federal e Militar e o Exército sejam firmados e a licitação para a compra de armas seja colocada em edital. Eu estou lutando para que a Guarda receba o armamento, mas esse é um processo de-morado, concluiu.


