Nova DélhiA Índia realizou com sucesso, ontem, o disparo de um míssil balístico de médio alcance, capaz de transportar uma bomba nuclear, ignorando assim os apelos para aliviar a tensão com o Paquistão.
Pouco depois do anúncio de que esta prova tinha sido um sucesso, Islamabad qualificou-a de ‘‘prejudicial’’ para a estabilidade regional, lançando uma advertência a Nova Délhi contra qualquer agressão.
‘‘Esperamos que a comunidade internacional anote esta atitude indiana, que é prejudicial para a continuação da estabilidade na região, especialmente na situação atual’’, indica um comunicado do Ministério paquistanês de Relações Exteriores.
O primeiro-ministro indiano Atal Behari Vajpayee declarou que o disparo deste míssil com capacidade nuclear constitui uma medida de proteção.
‘‘Para a segurança e a proteção da Nação, tmamos várias medidas e (o disparo do míssil) Agni é uma delas’’, declarou Vajpayee em sua residência, algumas horas depois da prova.
O míssil da classe Agni I foi disparado às 8h50 locais da base de Chandipur, na costa do Estado de Orissa (Leste).
‘‘É um passo importante, reflete nosso progresso científico’’, acrescentou Vajpayee, assegurando que a data da prova tinha sido decidida com muita antecedência.
Segundo a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Nirupama Rao, a prova do míssil, cujo raio de ação é de menos de 700 km, ‘‘foi realizada de maneira não provocativa em águas internacionais’’. A porta-voz inclusive afirmou que o Paquistão tinha sido informado antes do disparo, assim como as cinco grandes potências nucleares declaradas (Grã-Bretanha, China, França, Estados Unidos e Rússia).
O míssil Agni I pode ter um alcance de até 1.500 km, segundo suas versões.

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