Índia não aceita cúpula
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domingo, 30 de dezembro de 2001
France Presse<br>Agência 
Nova Délhi- A Índia rechaçou ontem a proposta paquistanesa de realizar uma cúpula entre o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, e o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, durante uma reunião regional que se realiza na próxima semana no Nepal.
Um porta-voz da chancelaria confirmou, em compensação, que a Índia autorizou o presidente paquistanês a sobrevoar seu território para que possa assistir à reunião da Associação da Ásia do Sul para a Cooperação Regional (SAARC), que será realizada de 4 a 6 de janeiro em Kathmandu.
A Índia fechou quinta-feira seu espaço aéreo aos aviões paquistaneses, entre uma série de medidas de represália à crise que opõe ambos os países pelo terrorismo e pela Caxemira.
''Não faltou cortesia, mas quanto ao tema de uma reunião, não há nada previsto'', declarou o porta-voz.
''O clima não era propício para o diálogo e o Paquistão não havia proibido ainda, como exige Nova Délhi, dois grupos islamitas acusados de terem lançado um ataque contra o Parlamento indiano desde seu território em 13 de dezembro.''
O presidente Musharraf disse sexta-feira que estava disposto a se reunir com Vajpayee durante a cúpula.
Alerta
O primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, avisou ao país ontem que se prepare para fazer frente a ''qualquer acontecimento'' em meio à piora das relações com o vizinho Paquistão. ''Na atual conjuntura, peço a meus cidadãos que estejam preparados para qualquer eventualidade. Que tenham coragem, muita confiança no motivo de nossa luta'', disse o primeiro-ministro num discurso numa reunião do partido nacionalista no poder, BJP.
Armas nucleares
O emprego de armas nucleares por qualquer país num conflito deveria ser ''inconcebível'', declarou ontem o ministro das Relações Exteriores paquistanês, Abdul Sattar, em um momento de tensão com a vizinha Índia. ''O Paquistão não está procurando a guerra, local ou geral, convencional ou nuclear. O Paquistão quer a paz e a obediência às normas da coexistência pacífica'', acrescentou o ministro.


