Índia exige o fim do terrorismo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de janeiro de 2002
France Presse 
Nova DélhiNão haverá uma desescalada militar na fronteira entre Índia e Paquistão enquanto Islamabad não tiver acabado com os atos de terrorismo transfronteiriço, declarou ontem o ministro indiano da Defesa, George Fernandes. A mobilização é completa e um esforço para a desescalada só pode ocorrer se e quando o terrorismo transfronteiriço for detido de fato, disse o ministro à imprensa.
Fernandes acrescentou que o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, tem que cumprir rapidamente suas promessas de adotar medidas contra os militantes islâmicos em seu país. Quero crer que o presidente Musharraf tem intenção de fazer o que disse em seu discurso. E se tem intenção de fazer, estou seguro de que está consciente de que deve fazê-lo rapidamente, comentou o ministro.
DenúnciaO Paquistão constrói pontos de lançamentos de mísseis perto de sua fronteira com a Índia e traslada mísseis à área, informou ontem o jornal Washington Times, citando fontes da inteligência norte-americana.
Os pontos consistem em estruturas de concreto onde serão instaladas plataformas móveis capazes de lançar mísseis de curto alcance M-11 ou Haft, segundo a matéria.
Fontes de inteligência dos Estados Unidos averiguaram que estão sendo construídos cinco novos pontos de lançamento de mísseis no leste do Paquistão e identificaram a localização exata de três dos novos pontos, indicou o jornal. Uma caravana de 95 caminhões foi vista perto de um depósito de mísseis ao sul de Islamabad e se estima que leva mísseis para a fronteira com a Índia.
PrisõesO Paquistão prendeu mais centenas de militantes islâmicos e fechou seus escritórios, ontem, numa ofensiva contra os militantes anti-Índia e outros extremistas. Mas os dois países com poder nuclear se recusaram a retirar centenas de milhares de seus soldados estacionados em torno de sua tensa fronteira comum, mantendo a maior mobilização armada em 30 anos.


