Índia descarta guerra atômica
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de janeiro de 2002
France Presse 
Nova DélhiO comandante do Exército indiano garantiu ontem que o seu país não será o primeiro a utilizar armas nucleares num eventual conflito armado com o Paquistão. Esta garantia foi dada depois do comandante do exército indiano, general S. Padmanabhan, ter reconhecido que a situação militar entre a Índia e o Paquistão é grave, existindo mesmo a perspectiva de uma guerra convencional armada.
Após sublinhar que a Índia está preparada para uma guerra convencional, o general Padmanabhan lembrou que o país tem uma política muito clara sobre armas nucleares. As armas nucleares não são para uso em combate, alegou, sublinhando que seria uma loucura utilizá-las numa guerra.
Contudo, o militar advertiu que se for usada qualquer arma nuclear contra as forças indianas, contra os interesses indianos no mar, ou contra os recursos económicos e humanos da Índia, o autor de tal acção será fortemente punido.
No terreno, dezenas de milhares de soldados indianos e paquistaneses estão concentrados ao longo dos 1.800 quilómetros de fronteira entre os dois países desde o ataque suicida ao Parlamento indiano a 13 de Dezembro passado que fez 14 mortos, incluindo os cinco terroristas.
Nova Délhi acusa os serviços secretos paquistaneses e dois grupos extremistas islâmicos de Caxemira de estarem por detrás deste ataque, o que foi negado por ambos.
Advertência
O comandante do exército indiano, o general Padmanabhan, advertiu ontem ao Paquistão contra qualquer ataque nuclear, prometendo uma resposta máxima diante de uma ação desse tipo.


