Índia confia na diplomacia
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2001
Pratap Chakravarty<Br>France Presse 
Nova Délhi- O ministro indiano de Defesa, George Fernandes, advertiu ontem que a situação em relação ao Paquistão é ''grave'' e que o exército da Índia estará pronto dentro de dois ou três dias para qualquer ''eventualidade'' na fronteira paquistanesa, mas admitiu que ainda se confia nas gestões diplomáticas.
''Estão sendo realizadas gestões diplomáticas, às quais é preciso dar a possibilidade de obter alguns resultados'', declarou Fernandez à agência PTI ao regressar de uma inspeção na linha de controle (Loc) que constitui a fronteira entre os dois países na Caxemira.
O primeiro-ministro indiano Atal Behari Vajpayee decidiu reunir ontem um conselho de gabinete consagrado à segurança a fim de estudar algumas medidas de pressão contra Islamabad. Entre essas medidas estaria a retirada do Paquistão do estatuto de ''nação mais favorecida'', um dispositivo jurídico que facilita os intercâmbios comerciais.
As gestões internacionais voltadas para a tensão entre os dois países tomaram um aspecto novo quarta-feira, com a decisão norte-americana de acrescentar à lista negra das organizações terroristas os dois movimentos ativos em Caxemira e acusados pela Índia de estarem envolvidos no ataque contra o parlamento de Nova Délhi. Estas duas organizações separatistas, a Lashkar-e-Taiba e a Jaisk-e-Mohammad, são acusadas pela Índia de serem ativamente apoiadas pelo Paquistão, com quem Nova Délhi mantém um conflito pela soberania de Caxemira.
Por seu lado, o secretário de Estado Colin Powell interrompeu seu feriado de Natal para lançar uma ofensiva diplomática via telefone.


