Nova Délhi A Índia anunciou ontem que colocou ''em posição'' seus mísseis próximos da fronteira com o Paquistão, enquanto a perigosa guerra retórica continua entre os rivais e vizinhos, apesar dos esforços dos Estados Unidos para acalmá-los. O ministro indiano da Defesa, George Fernandes, aumentou ainda mais a tensão existente no Paquistão ao anunciar ontem que os mísseis da Índia estão ''em posição'' próximo da fronteira paquistanesa, segundo uma nota da agência PTI. ''Os sistemas de mísseis da Índia estão em posição'', declarou o ministro da Defesa, ao ser questionado sobre o deslocamento de tropas na fronteira. Fernandes não deu maiores informações sobre o fato, mas, segundo a imprensa, o exército indiano levou uma bateria de mísseis terra-terra guiados Prithvi (Terra) a um lugar próximo da fronteira com Pendjab.
Esse míssil tem um alcance máximo de 150 km e capacidade para transportar uma bomba nuclear, ressaltaram especialistas. O ministro indiano não disse se seu país estava mobilizando mísseis balísticos Agni-1, cujo alcance é de 1.500 quilômetros. Atualmente, a Índia estuda uma versão do Agni (Fogo) de maior alcance.
''No momento, todos nossos esforços se concentram no Agni-II (cujo alcance é de 2.500 km) e não temos planos para um míssil com maior raio de ação'', afirmou o ministro citado pela PTI.
Desde o atentado suicida contra o parlamento indiano, no dia 13 de dezembro, que causou 14 mortes, entre elas as dos cinco autores, os dois países concentram suas tropas de cada lado da fronteira.
Índia e Paquistão já viveram três guerras desde sua independência em 1947.
Há vários dias que o movimento de tropas tem sido observado dos dois lados da fronteira, assim como na Linha de Controle, que separa os setores indiano e paquistanês da Caxemira, no Himalaia.
Vários confrontos e tiroteios causaram cinco mortes pelo menos entre os exércitos dos dois países.
A Índia ordenou que seu embaixador em Islamabad voltasse e interrompeu na sexta-feira o transporte ferroviário e rodoviário para o Paquistão, enquanto as duas capitais se acusam de espionagem.

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