Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu fechar o xadrez da reforma ministerial ontem, como planejava, mas desta vez a culpa não é do PMDB. Segundo um importante interlocutor do presidente, o que está dificultando a montagem do novo ministério é uma divergência no núcleo político do próprio Palácio do Planalto em torno da permanência do ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, no governo.
Ao contrário do ministro da Casa Civil, José Dirceu, que negociou a entrega do comando da Previdência para um senador do PMDB, o secretário-geral da Presidência, Luiz Gushiken, insiste em manter Berzoini exatamente onde o ministro está. ''O padrinho do Berzoini é muito forte'', conta o interlocutor palaciano, ao lembrar que os dois são muito ligados desde os tempos em que Gushiken presidia o sindicato dos bancários de São Paulo.
O interlocutor palaciano conta que pesavam contra Berzoini ''algumas trombadas'' internas com os ministros José Dirceu e Antonio Palocci, da Fazenda, em torno da execução de programas do ministério. Isto sem falar na pesquisa de opinião, encomendada pelo Planalto, mostrando a inconveniência para o PT e para o governo de manter Berzoini à no comando da Previdência.

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