Indefinição de vagas altera número de candidatos à Câmara
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quarta-feira, 02 de julho de 2008
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Boa parte das legendas de Londrina que realizaram convenções até o último dia 30 definiram os nomes dos candidatos a vereador com base no número atual de vagas do Legislativo londrinense que, desde 2004, é de 18 nomes. De acordo com ofício que deve respondido hoje pela Casa à Justiça Eleitoral, contudo, partidos e coligações terão de redefinir a quantidade de postulantes conforme determina a resolução 21.702/2004 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): pela norma, a quantidade de vagas parlamentares fica submetida à estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é anual.
Em resposta a uma consulta feita pela Câmara, no último dia 16, o IBGE informou à assessoria legislativa, no dia 25, que Londrina dispõe já de 497.833 habitantes. É essa informação que respalda o parecer jurídico que a Casa encaminhará à juíza da 41 Zona Eleitoral, Denise Hammerschmidt, que, há cerca de um mês, solicitou informações sobre número de vagas a serem preenchidas para fins de registro de candidatura - o prazo termina sábado.
Conforme o parecer assinado por um dos advogados da Câmara, Carlos Alexandre Rodrigues, 19 vagas poderão ser disponibilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aos futuros concorrentes pelo Legislativo. Para tanto, ele cita o dado do IBGE e a correlação com a tabela populacional que originou a resolução do TSE. Foi por essa mesma medida que a Câmara diminuiu o número de vagas em 2004, o que vigorou já naquela eleição.
Entre os partidos consultados pela FOLHA, a grande maioria alega ter desenhado as chapas e coligações com 18 nomes - o que resulta em 27 candidatos quando o partido não coliga (é o número de cadeiras, mais 50%), e 36 nomes quando há coligação (o número dobra) -, mas nenhum se mostrou preocupado: afinal, candidatos tiveram de ser cortados durante as convenções para dar o número autorizado.
''Formamos chapa completa pensando em 18, mas também em 19 vagas. Tanto faz se aumentar ou não'', resumiu o candidato a prefeito pelo PTdoB, Marcelo Urbaneja. O presidente do PSDB, Claudemir Molina, que coligou com o DEM, adotou tom semelhante. ''Trabalhamos pensando só em 18 nomes, mas, como tivemos de cortar quatro candidatos na coligação com o DEM, seria até bom para incluir mais gente'', opinou.
''Cortamos oito postulantes, mas, se algo mudar, esperamos que venha de decisão da Justiça Eleitoral, que maneja as regras da eleição, não da Câmara'', declarou o presidente (e candidato) do PV, Marcos Colli. O Presidente do PR, Marcos Defreitas, comentou que o aumento de uma vaga ''vai ajudar o partido. Estamos com dificuldades para cortar gente na coligação, apareceram nomes de última hora''. Para o presidente municipal do PT, Sidney da Silva, a resposta deveria ter vindo às legendas pelo Legislativo. ''Como a Casa está em uma situação atípica, creio que por isso não conseguiu nos informar a tempo'', concluiu.


