Curitiba - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sugerida pelos deputados estaduais para investigar a ligação de integrantes do governo do Estado com uma suposta quadrilha de escutas telefônicas clandestinas não foi instalada ontem. A instalação estava prevista porque na segunda-feira as lideranças dos partidos indicaram os nomes dos parlamentares que iriam compor a ''CPI do Grampo''. Ontem, portanto, também estavam previstas as escolhas do presidente e do relator da CPI. Nada ocorreu porque o vice-presidente da Casa, Pedro Ivo Ilkiv (PT), que deveria instalar a CPI, não foi à Assembléia Legislativa.
A Casa realizou ontem a primeira sessão plenária com voto aberto. Os deputados estaduais apreciaram dois vetos, um parcial e outro total, a projetos de lei. O veto parcial ao projeto de lei nº 788/05, que autoriza o poder Executivo a reduzir as alíquotas do ICMS na importação de bens e mercadorias, foi mantido com 19 votos favoráveis e outros 14 contrários.
Já o veto total ao projeto de lei nº 796/05, de autoria do deputado estadual César Celeme (PMDB), e que estabelece critérios de defesa da saúde dos trabalhadores em relação às atividades que possam desencadear Lesões por Esforços Repetitivos (LER), foi derrubado com 29 votos. Três parlamentares votaram a favor da manutenção do veto.

mockup