O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), culpa a inconsistência nos documentos relativos às leis de Uso e Ocupação do Solo e do Sistema Viário, produzidas na gestão anterior, pelo atraso na aprovação das legislações complementares ao Plano Diretor. A proposta era tida como prioridade no início da atual gestão.
Kireeff, entretanto, disse ontem que, ao fazer o anúncio, esperava poder tomar por base os documentos guardados pela Caixa Econômica Federal. "Quando verificamos que os textos não conferiam com o que foi debatido na quinta e sexta conferências (para aprovação das minutas das leis complementares), mudou tudo", justifica, afirmando que sua equipe teve de reiniciar os trabalhos "antes do zero".
Para corrigir as inconsistências, o prefeito diz que foi necessário ouvir as gravações das reuniões para reelaborar os textos. Os projetos de leis complementares foram protocolados em setembro na Câmara, mas tiveram a tramitação suspensa porque aguardam a análise das 250 modificações pedidas pela população na Semana Técnica, promovida pela administração municipal.
Anteontem, tanto o presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), quanto a líder do governo na Casa, Elza Correia (PMDB), afirmaram que não haverá tempo hábil para votar as leis de uso do solo, sistema viário e Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social) este ano.
Kireeff afirma que a prefeitura deve terminar a análise das emendas em duas semanas e enviá-las para o Legislativo. "Mesmo que não dê tempo, temos que pensar que, em nove meses, saímos do nada e temos as duas leis, que eram discutidas há dois anos, prontas para serem apreciadas", argumenta.
O prefeito ainda afirma que Rony tem razão em alertar que a demora prejudica investimentos. "Nós (prefeitura) também temos essa preocupação, mas é fundamental que a cidade tenha um documento robusto e que faça jus à participação da população", opina.

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