Curitiba A inauguração do comitê Alvaro-Lula em Curitiba ontem revelou a fragilidade do acordo político firmado neste segundo turno entre o candidato do PDT ao governo do Paraná, Alvaro Dias, e o candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. O evento foi marcado pela ausência das principais estrelas do PDT e PT estaduais. Nem Alvaro nem o petista Padre Roque Zimmermann compareceram. Ontem também lideranças do PSDB de Londrina formalizaram apoio à candidatura de Alvaro e anunciaram que o comitê eleitoral tucano unificará as campanhas do pedetista e do presidenciável José Serra (PSDB).
Representando Alvaro na solenidade de Curitiba estava o seu vice, Luiz Forte Neto, e o presidente do PDT, Nelton Friederich. Pelo PT compareceram o vereador André Passos e o presidente nacional do Movimento Lula Independente, Walter Sâmara.
Segundo Friederich, Alvaro não pôde comparecer porque tinha compromissos que atrasaram a sua agenda. Passos tentou dar um tom de coerência à aliança Lula-Alvaro e salientou que em 2000 o seu partido já havia selado uma aliança semelhante com Forte Neto, na disputa pela Prefeitura de Curitiba, durante o segundo turno.
A impressão, entretanto, dos que acompanharam a inauguração do comitê, é de que a adesão de Alvaro é limitada, muito mais para cumprir uma determinação da executiva nacional do partido do que por acreditar que Lula é o mais indicado para assumir a presidência.
Em Londrina, a mobilização pró-Alvaro é encabeçada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Tercílio Turini (PSDB), e pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB). ''Dada a importância dessas eleições o grupo (de apoio ao candidato derrotado Beto Richa PSDB) optou por não se omitir neste segundo turno'', adiantou Hauly. ''Alvaro é um político conhecido no interior e no seu primeiro governo a participação do interior foi intensa.'' (Colaborou Marcos Espíndola)

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