A inauguração do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU) de Londrina pelo governador Roberto Requião (PMDB), na tarde de ontem, transformou-se em um evento político, com a presença de possíveis candidatos a prefeito, além de secretários de Estado e lideranças políticas locais. Requião foi a 11 autoridade a fazer uso da palavra, logo depois do prefeito Nedson Micheleti (PT), que não acompanhou a visita às novas instalações.
A primeira visita oficial de Requião à cidade depois de sua reeleição foi rápida e tumultuada. Na solenidade realizada no anfiteatro do hospital um grupo de estudantes exibiu cartazes pedindo mais dinheiro para a educação e, quando o governador iniciou seu discurso, perguntaram sobre a bolsa de inclusão social.
Ao se encaminhar para o Centro de Tratamento de Queimados e para a nova Unidade de Internação Feminina, também inaugurada ontem, o governador foi seguido por um grande número de pessoas, que o impediram de ver as obras em detalhes. Questionado sobre o corte de recursos aos Festivais de Teatro e de Música de Londrina, ele se limitou a responder que os festivais não são do Estado e sim de uma Organização Não Governamental (Ong).
Requião informou que o credenciamento do CTQ junto ao Ministério da Saúde deve sair rapidamente, mas enquanto isso, o Estado vai bancar o seu funcionamento, com o repasse de R$ 1,7 milhão. Com isso o Centro deve entrar em funcionamento imediatamente.
O Centro de Queimados abriga quatro leitos adultos, seis pediátricos, mais seis leitos de UTI, duas salas cirúrgicas e um pronto-atendimento com capacidade para 16 pacientes. Segundo o diretor superintendente do HU, Francisco Eugênio de Souza, depois do credenciamento, o Estado deve manter o repasse de recursos.
Sobre o acordo fechado entre prefeitura e Sanepar na manhã de ontem, Requião afirmou que significa ''água tratada e esgoto'', e acrescentou que seria um prejuízo a privatização do sistema ''por grupos criminosos que só pensam em lucro''. Ele ainda brincou com os jornalistas, dizendo que foi tão questionado sobre a Sercomtel que parecia que alguns queriam sua privatização. Porém o governador nada falou sobre a possibilidade de estadualização da empresa de telefonia.

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