Imunidade: discussão ganha força com a cassação de Naya
A cassação do mandato do deputado Sérgio Naya (sem partido-MG), na noite de anteontem, aliviou os dirigentes do Congresso e deu novo fôlego aos deputados que discutem, em comissão especial, as novas regras para a imunidade parlamentar.
A comissão quer votar na próxima semana o parecer do deputado Jaime Martins (PFL-MG) que restringe a imunidade. A Câmara cumpriu sua obrigação, mas tem de prosseguir com a moralização, resumiu o deputado Moreira Franco (PMDB-RJ).
Mas a condenação de Naya, ao contrário do que se pensava, não serviu de parâmetro para os próximos julgamentos que os deputados terão de enfrentar. O futuro do ex-líder do PTB Pedrinho Abrão (MG), o próximo da lista, é tão incerto quanto era o destino de Naya até momentos antes de ser anunciado o resultado da votação, que deu uma margem de apenas 20 votos além do mínimo de 257, necessários para cassar um deputado. Depois de Pedrinho Abrão, estão na fila mais sete processos contra deputados.
Cada caso é um caso, afirmou ontem o presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendendo a gradatividade das punições. O senador ressaltou que não se pode generalizar a punição sem ser observado o tamanho da falta cometida. (AE)





