IMPUNIDADE - Corrupção na política só acaba com lei severa
O cientista político Marcus Figueiredo, um dos diretores do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) faz um alerta: A quebra da ética política combate-se com política. A quebra da ética moral, a corrupção, combate-se com a justiça. O cientista diz que a culpa pela imoralidade na política não pode ser atribuída ao eleitor. Os de cima erram, e os de baixo são os responsáveis? Claro que não. Figueiredo comentou que o eleitor geralmente faz boas escolhas. Algumas vezes erra. Foi assim com Jânio, Collor e outros que traíram seus eleitores. O preço que eles pagam é não ter mais voto. A prática do clientelismo também foi comentada por Figueiredo: O eleitor troca um voto por uma dentadura não porque é ignorante, analfabeto ou corrupto, mas porque ele é carente. Por isso é injusto pôr a culpa no eleitor. Para o cientista, só há um modo de inibir a corrupção na política: ter uma legislação severa e controles eficientes. Hoje, cortar uma árvore sem autorização do Ibama tem punição mais severa do que receber mensalão. Cortar uma árvore é crime inafiançável, receber propina não!, comparou. A certeza da impunidade é uma realidade no mundo político brasileiro. A punição é rara, quase inalcançável, e quando aparece é suave. Não há um único artigo, entre os 107 da lei 9.504 (que trata de todo o processo eleitoral), ou entre os 63 da lei 9.096 (que disciplina a vida dos partidos) capaz de amedrontar políticos que fazem caixa 2, pratiquem outras fraudes ou renunciem ao mandato para escapar à cassação. Quando muito, há punições para os partidos a principal delas é o corte na entrega do fundo partidário.
Ato que consiste na compra de votos ou troca de favores. Neste caso,
o eleitor não vota expressando sua opinião política e visando o bem comum, mas sim com o objetivo de obter um benefício próprio. Um exemplo, são os políticos que oferecem cargos ou empregos públicos em troca de votos se forem eleitos ou mesmo compram os votos oferecendo benefícios como a doação de dentaduras ou assistência médica a eleitores carentes.
Crime pelo qual não se aceita pagamento de fiança - ou multa - para que o suposto criminoso seja liberado. Nesta categoria se encaixam crimes como tortura, terrorismo, tráfico de drogas e os considerados hediondos como homicídio doloso - quando houve de fato a intençao de matar - ou latrocínio - roubo seguido de morte - que é considerado um dos crimes mais graves.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





