Valmir Denardin
Ney de SouzaLuiz Carlos Delorme Prado: ‘‘Não concordo com a afirmação
do governo, de que estamos acima dessa crise. Não estamos’’Folha‘‘Com os olhos nos índices eleitorais’’, o governo brasileiro está evitando tomar medidas econômicas impopulares para não prejudicar a pretensão de reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. A avaliação é do presidente do Conselho Federal de Economia, o professor universitário Luiz Carlos Prado.
Crítico da política econômica de FHC e eleitor de Lula, Prado diz que, independente do resultado das urnas, o futuro presidente terá que sobretaxar viagens internacionais, para evitar a evasão exagerada de recursos, e aumentar impostos, com o objetivo de cobrir o déficit público.
Num dos intervalos do 17º Simpósio Nacional de Conselhos de Economia, realizado na semana passada em Foz do Iguaçu, Prado concedeu entrevista à Folha. Além de analisar a crise internacional, seu reflexo num Brasil em clima eleitoral e a política econômica do atual governo, o economista deu alguns conselhos de investimentos para os leitores. Mas advertiu: ‘‘Nós, os economistas, não somos adivinhos.’
‘‘Impostos aumentarão após a eleição’’
Presidente do Conselho Federal de Economia diz que o governo adia a tomada de medidas impopulares para não prejudicar reeleição de FHC

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