'Impostômetro' sinaliza ganhos dos municípios com impostos
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Anne Warth<BR>Agência Estado 
São Paulo - Depois de saber quanto a União e cada estado arrecadam em tributos por ano, mês, dia, minuto e segundo, cada brasileiro poderá saber quanto o seu município recebe em impostos diretos e transferências constitucionais por meio do Impostômetro. A cidade de São Paulo, por exemplo, deve arrecadar cerca de R$ 20,3 bilhões em 2007 em impostos diretos, como IPTU e ISS, mais transferências da União e do Estado. E de acordo com a projeção dos dados disponíveis até agora, cada habitante da capital paulista já pagou R$ 1.365,00 em tributos.
O projeto, lançado em abril de 2005 pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) com o apoio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), teve sua ampliação anunciada ontem. Também estão disponíveis desde ontem no site www.impostometro.com.br informações como o valor arrecadado individualmente por cada um dos tributos e a evolução da carga tributária brasileira, com o total de impostos arrecadados em anos anteriores e projeções para o futuro em termos de arrecadação.
Somente a CPMF, por exemplo, se prorrogada, deverá arrecadar R$ 35,5 bilhões em 2007. Individualmente, cada brasileiro terá pago R$ 186 somente em CPMF, o que significa sete dias de trabalho apenas para pagar o tributo. E em 2010, a previsão é que o governo arrecade R$ 47 bilhões somente por meio do tributo.
Outra novidade do Impostômetro é a conversão dos valores arrecadados. Até às 11h30 de ontem, por exemplo, União, estados e municípios arrecadaram R$ 580 bilhões em tributos. O valor equivale à construção de cerca de 43 milhões de casas populares, 790 mil quilômetros de estradas asfaltadas, 48 milhões de salas escolares equipadas, 12 milhões de postos policiais e 2,3 milhões de postos de saúde equipados.
O presidente da ACSP, Alencar Burti, destacou que o Impostômetro tem o objetivo de conscientizar a população sobre o valor dos impostos, taxas e tributos arrecadados pelos entes federativos. ''É importante que a população saiba o que poderia ser feito com esse dinheiro que é arrecadado ou desviado devido à corrupção'', completou o presidente do IBPT, Gilberto Amaral. Segundo ele, 75% dos impostos são pagos por empresas e 25% por pessoas físicas. Porém, todo o valor é repassado às pessoas físicas, já que os tributos estão embutidos no preço das mercadorias que consumidor adquire.
Já o Corruptômetro, projeto com fins educativos cuja idéia é tornar disponíveis todas as informações, valores e pessoas envolvidas em casos de corrupção da história brasileira, desde os ''Anões do Orçamento'' até casos mais recentes, como o ''Mensalão'', continua sem entidades patrocinadoras, fato que inviabiliza o seu desenvolvimento.


