Os líderes partidários no Congresso, à exceção dos do PMDB, trabalham para ganhar tempo na discussão do imposto sobre combustíveis, que deve entrar na pauta pela terceira vez, logo depois do Carnaval. O líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), sugeriu ontem que somente FHC poderá resolver esse impasse. ‘‘O presidente Fernando Henrique tem de reunir todos os líderes e presidentes de partido na Câmara e no Senado para ouvir deles o que acham desse imposto, e também dizer o que ele próprio quer’’, cobrou o líder pefelista.
‘‘Ainda há muito o que conversar’’, concordou o líder do governo, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), que está adiando a discussão sobre o imposto sobre combustíveis para depois de o governo conseguir aprovar a CPMF em dois turnos na Câmara. Como a verba do tributo será destinada ao Ministério dos Transportes, do peemedebista Eliseu Padilha, o partido é o único que defende a emenda como pronta para votação. ‘‘Já cedemos o que poderíamos, como a divisão da receita do imposto com os portos e as ferrovias’’, contou o autor da proposta de emenda constitucional (PEC) do novo imposto, deputado Marcelo Teixeira (PMDB-CE).

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