A proposta do governo federal de ressuscitar a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) já provoca todo o tipo de reação entre os parlamentares. Polêmica, a taxação foi eleita pela equipe econômica do governo como indispensável para equilibrar o orçamento fiscal de 2016, com previsão de deficit de R$ 30 bilhões. Em rápida enquete com deputados que compõem a bancada federal paranaense em Brasília (DF), é possível conferir as divergências sobre o tema.
Entre os deputados ouvidos pela FOLHA, há aqueles que falam em reprovação imediata, como o londrinense Marcelo Belinati (PP); tem o pessoal da base, como Enio Verri (PT), que defende a CPMF como o "imposto justo"; para outros, embora contrários, a decisão será do partido, conforme Sergio Souza (PMDB); também existem aqueles que não têm opinião, como Alex Canziani (PTB).
Do mesmo partido do relator do orçamento no Congresso, deputado federal Ricardo Barros (PP), Marcelo afirmou que tem atuação independente. "Se por um lado o governo aumenta a arrecadação, por outro, prejudica a população e ageração de economia." Souza, que participava ontem de uma reunião da bancada do PMDB sobre o tema, disse discordar da volta da CPMF, mas deixou o assunto para o partido. "Acho que todo aumento de imposto é ruim, porque o Brasil já é um país caro. O que tem que acontecer é um corte de gastos, reduzindo a máquina administrativa. Porém, esse é um assunto que ainda vai passar pela nossa bancada."
Já o deputado petista Enio Verri, presidente do partido no Paraná, mantém o discurso afinado com o governo. Ele reconheceu que o debate será grande, mas confia na aprovação. "Com certeza haverá um debate grande na Câmara, mas todo o País tem cobrado o equilíbrio econômico e não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos. É claro que a oposição vai criticar, mas ao final (a CPMF) acabará aprovada para o bem do Brasil." Verri disse que o PT sempre aprovou a CPMF, "imposto justo, onde paga mais quem tem mais recursos".
Já Canziani (PTB) disse que "por enquanto não tenho posição". Segundo ele, o partido ainda vai se reunir para discutir se aprova ou não a proposta.

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