Brasília - A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) enviou ontem uma carta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que a corte reconsidere a questão do estorno de doações por cartão de crédito devido a fraudes. Segundo o diretor da Abecs, Rômulo Dias, esse é o principal impeditivo para que as doações com cartão de crédito deslanchem nestas eleições.
''Fica complicado, porque as credenciadoras são apenas um meio para repassar o dinheiro e não podem dar um dinheiro que não receberam. Do jeito que está, a credenciadora fica a ver navios'', explicou. A resolução do TSE que regulamenta as doações por cartão de crédito diz que o estorno, também conhecido como charge back, não pode ser feito. ''Mas acredito que vamos chegar a um bom termo'', prevê Dias.
O diretor da Abecs disse que as doações de campanha são ainda mais suscetíveis a fraudes, já que são feitas pela internet. ''Com a máquina, a fraude acontece bem menos, é mais fácil controlar. Além disso, as fraudes geralmente acontecem com transições de maior valor, pois se a pessoa vai fraudar, já aproveita para dar um golpe maior'', explica.
Outro problema que foi detectado pelas operadoras é a proibição de doações com cartões corporativos ou internacionais. ''As credenciadoras não têm informações se o cartão é corporativo ou internacional, quem tem são os bancos ou as bandeiras.'' Entretanto, Dias afirmou que o problema já está sendo solucionado com a criação de sistemas que transferem esse tipo de dados entre as bandeiras e as operadoras.

mockup