Impeachment de Lula é golpe, diz Bernardo
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sexta-feira, 21 de abril de 2006
Ellen Taborda<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, classificou como golpe e molecagem a ameaça da oposição em protocolar o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), devido às denúncias de irregularidades no governo federal.
Isso é golpe e molecagem, vociferou. O ministro disse acreditar que as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) não provaram qualquer corrupção no governo. Eles querem é tirar o Lula para voltar ao poder, onde estiveram por quase 500 anos neste País, complementou.
Da defesa, o ministro - que participou ontem em Curitiba de um encontro do PT do Paraná - partiu para o ataque ao principal adversário na disputa pela reeleição de Lula, o PSDB. Tem candidato falando javanês e ninguém está entendendo, ironizou Paulo Bernardo, em referência ao pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, que, segundo ele, não consegue expressar seus planos de governo.
Além dos comentários sobre a disputa nacional, Paulo Bernardo também anunciou ontem que irá fazer parte da coordenação da campanha do pré-candidato petista ao governo do Estado, senador Flávio Arns. A campanha seria coordenada pelo presidente estadual da sigla, deputado estadual André Vargas, que abdicou da função para trabalhar pela pré-candidatura à Câmara dos Deputados. Eu vou estar na coordenação mas não serei o coordenador. Naturalmetne continuo partocipando da dinâmica, explicou Vargas. Também farão parte da coordenação da campanha de Arns, os prefeitos de Londrina, Nedson Micheleti, e de Sarandi, Cido Spada, e o diretor-geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek. Uma das primeiras tarefas da nova coordenação, é continuar as conversações com o PCdoB, PSB, PL, PAN e PHS, para formação de uma aliança. Ao londrinense, caberá trabalhar na mobilização dos prefeitos em torno da candidatura própria.
Apesar de demonstrar otimismo em relação ao desempenho de Arns nas urnas, Paulo Bernardo não descartou a possibilidade do PT se aliar ao PMDB, do governador Roberto Requião, no segundo turno das eleições. Ainda não se sabe como vai ser, mas não podemos esquecer a importância do apoio do PT na eleição do Requião, em 2002.


