Impasse trava de novo discussão do Orçamento
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
Uma queda-de-braço entre os partidos da base governista e a oposição poderá arrastar para fevereiro a aprovação do Orçamento da União de 2002. Depois de intensas negociações realizadas durante todo o dia de ontem, os líderes partidários não chegaram a um acordo para retomar a votação da proposta orçamentária. Até o início da noite, a oposição continuava exigindo um reajuste para o salário mínimo acima dos R$ 200,00 acertados para abandonar a obstrução dos trabalhos. O governo, por sua vez, não aceitava o pleito, alegando falta de consistência das fontes de recursos sugeridas.
A permanência do impasse levou o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), a enfatizar as dificuldades para concluir a votação da proposta orçamentária ainda neste ano. Ele qualificou de ''delicada'' e ''complicada'' a decisão de prorrogar para o período de 25 a 30 deste mês a autoconvocação do Congresso, que se encerraria amanhã. ''Não podemos fazer pirotecnia barata sem garantia de avanço'', afirmou. Em reunião no início da noite, os líderes da oposição levaram ao presidente do Congresso, Ramez Tebet (PMDB-MS), denúncias de irregularidades na elaboração do Orçamento que poderiam dar origem a instalação de uma CPI.


