Curitiba - A dragagem do Canal da Galheta do Porto de Paranaguá corre o risco de não acontecer. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) não tinha informação até o final da tarde de ontem se única empresa que apresentou interesse em participar da licitação, a belga Dredging International, tinha apresentado a proposta. Esta companhia conseguiu um prazo de oito dias para promover modificações no projeto de dragagem. Para hoje, está prevista a abertura da proposta da Dredging às 10 horas. No entanto, a administração portuária informou que iria se manifestar sobre o assunto só hoje.
O problema da proposta da Dredging seria o volume dragado. A empresa pretendia retirar 8 milhões de metros cúbicos de areia na primeira fase, neste ano, mas não cumpriria com a meta para os próximos anos. O edital de licitação prevê a retirada de 17 milhões de metros cúbicos ao custo de R$ 108,5 milhões. A reportagem procurou a Dredging, mas o diretor não foi localizado até o fechamento desta edição.
A falta de dragagem pode levar a novas restrições de navegação entre muitas já impostas pela Capitania dos Portos. O Canal da Galheta está sem dragagem há 18 meses. Em julho de 2006, a Appa realizou uma tentativa de fazer um contrato emergencial mas a Marinha não aprovou o projeto.
A empresa Enterpa Engenharia já tinha tentado suspender o processo de licitação e obteve uma liminar na Justiça no dia 25 de janeiro que foi cassada pelo TJ três dias depois. A companhia alegou, na época, que a Lei Estadual de Licitações é inconstitucional.

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