O impasse jurídico sobre a posse do terreno de 40 mil m2 onde está instalada uma caixa d'água, na avenida Salgado Filho (Zona Leste), que impede a implantação do ILS - equipamento de auxílio de pousos e decolagens - no Aeroporto de Londrina deverá levar a Prefeitura a propor uma ação judicial de desapropriação. A declaração partiu do procurador do Município, Nilso Paulo da Silva, que vinha conduzindo negociações visando uma alternativa amigável e sem ônus para os cofres públicos.
Estão envolvidos dois grupos empresariais na disputa pelo terreno: o grupo Massa, que adquiriu a área em leilão judicial, e o grupo Carambeí, que deteve a posse durante 30 anos até ir à falência. Nesta quarta-feira, o grupo Carambeí notificou a Prefeitura de que obteve uma liminar judicial suspendendo o leilão realizado na Justiça estadual, o que impede a escrituração por parte do grupo Carambeí.
''Diante da disputa, começa a ficar difícil uma solução amigável e não teremos outra opção a não ser a ação judicial para desapropriação. Isso deve acontecer na próxima semana'', afirmou o procurador. De acordo com ele, ''por consideração'', o Município aguarda uma audiência solicitada por representantes do grupo Carambeí para a próxima segunda-feira antes de tomar uma decisão final.
De acordo com Nilso Paulo da Silva, ao optar pela ação de desapropriação a Prefeitura terá que fazer o depósito judicial de R$ 1,2 milhão - valor do terreno apurado pelo município. O depósito terá que ser feito mesmo com a existência de débitos de R$ 2 milhões em impostos do grupo Carambeí. A estimativa da dívida fiscal é da Prefeitura.
''Como o débito terá que ser reconhecido pela Justiça, teremos que fazer fazer o depósito para obter a imissão de posse'', afirmou. Posteriormente, se as dívidas forem reconhecidas a Prefeitura terá os valores ressarcidos.

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