Impasse desacerta PT e PDT no RS
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sábado, 02 de maio de 1998
Agência Estado 
Arquivo FolhaMudançaRacha acaba atrapalhando Brito, que agora passa para segundo lugar nas pesquisasPT e PDT estarão separados no primeiro turno das eleições para o governo gaúcho este ano. Este foi o desfecho da discussão provocada pelo resultado da convenção do PT no Rio de Janeiro. O PDT abandonou a frente das esquerdas e lançou a candidatura da senadora Emília Fernandes. Mas o presidente estadual do PDT, Sereno Chaise, adiantou na quinta-feira, que fez um acordo de não agressão com o PT e os partidos que permaneceram na frente das esquerdas (PT, PSB, PcdoB e PCB) para possibilitar uma unidade no segundo turno.
No partido de Leonel Brizola o grande vencedor foi o ex-governador gaúcho Alceu Collares que desde o início foi contra a aliança local, pois o PT fez acirrada oposição ao seu governo. Neste final de semana, os pedetistas finalizam a chapa majoritária que deverá ter, como vice o nome do vereador Pedro Ruas, o mais votado da Capital com 5.970 votos e o do ex-deputado Matheus Schmidt para o Senado. Collares já adiantou que concorre a Câmara Federal.
No PT e entre os aliados que permaneceram, a reação também foi rápida e tratou-se de definir a chapa majoritária com o nome do ex-senador José Paulo Bisol (PSB), para o Senado e, no final de semana o encontro estadual do PT se definirá entre o vice-prefeito José Fortunati e o deputado federal Miguel Rossetto para o cargo de vice.
As direções dos partidos não avaliaram ainda o prejuízo que sofrerão em relação ao tempo na televisão. Até mesmo porque parte deste tempo é definido pelo número de candidatos na eleição proporcional, o que ainda não foi definido, argumentou Chaise. Sereno Chaise disse ainda que apenas uma situação do programa é diferente entre as duas correntes da esquerda: a forma de se fazer a reforma agrária. Nós não concordamos com invasões, afirmou ele lembrando que muitos fazendeiros estão entre os eleitores do partido.
GanhosMas o cientista político Tarson Nunes, da bancada do PT na Assembléia Legislativa, que coordena as pesquisas eleitorais internas afirmou que o desfecho está trazendo mais ganhos do que perdas. Segundo ele, se continuasse existindo a situação polarizada, a eleição poderia se decidir no primeiro turno, com a vitória do governador Antônio Britto (PMDB) e agora, inevitavelmente haverá segundo turno, argumentou.
Nunes explicou que as pesquisas de que dispõe indicavam um empate técnico entre Britto e Olívio Dutra (41% e 38% respectivamente). E esta situação não mudava com a aliança ou sem ela. Aparecendo a senadora Emília Fernandes, os dados se modificam. Ela aponta com 6% da preferência do eleitorado e os seus votos são tirados justamente do governador Antônio Britto, que passa para segundo lugar no empate técnico.


