Brasília - Um impasse entre o governo e o PFL atrasou a conclusão do primeiro turno da reforma tributária na Câmara. A votação das propostas de modificação do texto, inicialmente prevista para a quinta-feira da semana passada, não havia começado até o início da noite de ontem. Os governistas procuraram a oposição em busca de um acordo para tornar mais rápido o processo final de votação da reforma. Pela proposta, o Planalto aceitaria apoiar algumas alterações no texto e, em troca, tucanos e pefelistas concordariam com a redução do número de emendas e destaques para votação em separado, além de abrirem mão de manobras regimentais para retardar a aprovação do projeto.
O PSDB chegou rapidamente a um entendimento com a base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o PFL decidiu endurecer as negociações. Os tucanos preferem aproveitar a pressa do governo - que precisa aprovar ainda neste ano pontos fundamentais da reforma, como a prorrogação da CPMF - para obter vantagens para seus governadores, em especial Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas.
Para agradar ao PSDB, o governo está disposto a acatar propostas do partido como uma nova redação para a forma de cobrança do ICMS, principal fonte de receita dos Estados, e a criação de uma tributação simplificada nacional para as micro e pequenas empresas.

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