Enquanto Câmara e Prefeitura não se entendem sobre um projeto que pede suplementação orçamentária de R$ 819 mil, o funcionalismo público de Jataizinho (21 km a leste de Londrina) está com o pagamento de salários suspenso desde o último dia 31.
O prefeito Wilson Fernandes (PDT) esperava para ontem uma sessão extraordinária no Legislativo em que a matéria, de autoria do Executivo, fosse enfim apreciada. No fim do dia, os vereadores rejeitaram a realização da sessão extra e deixaram a avaliação do assunto para a sessão ordinária de quinta-feira.
Apesar do pedido de crédito adicional, Fernandes alega ter dinheiro em caixa para o repasse da folha e também e fornecedores, que também tiveram o pagamento suspenso a partir deste mês. Jataizinho foi uma das primeiras cidades da região a antecipar a primeira parcela do 13º salário.
De acordo com o prefeito, uma consultoria contratada à parte da equipe de contadores municipais propôs a suplementação como forma de ''fazer uma adequação orçamentária necessária pelo desequilírio entre fonte de recursos e saldo bancário, gerado no final do exercício de 2004''. ''Se há essa diferença entre o saldo orçamentário e o saldo financeiro, a Câmara só não vota esse projeto por questão pessoal ou política. Está se omitindo'', disse.
Segundo o técnico contábil José Dasenbrock Júnior, o desquilíbrio teria sido gerado pela não adequação, em 2004, de instruções normativas do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) pela criação das fontes necessárias para executar despesas em função da receita arrecadada.
Na Câmara, a diretora Rosângela Santos informou que os edis não aceitaram a sessão ontem ''por se darem por satisfeitos com as informações. Ou eles são convocados para tal por escrito, ou discutem isso na quinta'', resumiu.

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