De­pois de ­dois ­dias e ­mais de 15 ho­ras de ses­são, ter­mi­nou em 5 a 5 a aná­li­se de um re­cur­so de Joa­quim Ro­riz (PSC) con­tra de­ci­são do Tri­bu­nal Su­pe­rior Elei­to­ral (TSE) que ve­tou sua can­di­da­tu­ra ao go­ver­no do Dis­tri­to Fe­de­ral. Por con­ta de um im­pas­se no jul­ga­men­to so­bre a Lei da Fi­cha Lim­pa, os mi­nis­tros do STF sus­pen­de­ram a ses­são sem to­mar de­ci­são. ‘‘Va­mos es­pe­rar pa­ra ver o que va­mos ­decidir’’, dis­se o pre­si­den­te do Su­pre­mo, mi­nis­tro Ce­zar Pe­lu­so. Não há pra­zo pa­ra que o tri­bu­nal vol­te a ana­li­sar o re­cur­so. Os mi­nis­tros che­ga­ram a di­zer que de­ve­rão vol­tar a se reu­nir an­tes da di­plo­ma­ção dos ven­ce­do­res, mes­mo se o no­vo no­me ain­da não ti­ver si­do es­co­lhi­do pa­ra a va­ga de ­Eros ­Grau, que se apo­sen­tou. Na prá­ti­ca, os can­di­da­tos que es­tão na mi­ra do Fi­cha Lim­pa po­de­rão con­cor­rer às elei­ções, mas es­ta­rão sub ju­di­ce e po­de­rão per­der ­seus car­gos se o re­sul­ta­do fi­nal for pe­la va­li­da­de da lei. ‘‘A in­de­ci­são ­cria ins­ta­bi­li­da­de ju­rí­di­ca por­que vo­cê te­rá uma sé­rie de po­lí­ti­cos que vão ser elei­tos e não po­de­rão as­su­mir. Is­so im­pli­ca re­dis­tri­bui­ção das ban­ca­das dos par­ti­dos, que é uma coi­sa ­complicadís-sima’’, ava­lia Te­re­sa Ain­da Sa­dek, pro­fes­so­ra do de­par­ta­men­to de Ciên­cia Po­lí­ti­ca da Uni­ver­si­da­de de São Pau­lo (USP) e es­pe­cia­lis­ta em Su­pre­mo. Pa­ra es­ca­par de even­tual de­ci­são des­fa­vo­rá­vel, Ro­riz de­sis­tiu da dis­pu­ta e sua mu­lher, Wes­lian Ro­riz as­su­miu a can­di­da­tu­ra ao go­ver­no do Dis­tri­to Fe­de­ral.


● É a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil e acumula competências típicas de Suprema Corte e Tribunal Constitucional

● Lei originada de iniciativa popular; objetiva impedir que políticos com condenação na Justiça concorram às eleições

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