Imobiliaristas reclamam
O primeiro tumulto na audiência pública de segunda-feira foi causado pelo imobiliarista João Fuganti, que, enquanto a equipe técnica apresentava o PL, começou a gritar da galeria onde se encontrava. Foi convidado pelos vigilantes a se calar ou se retirar. Ele defende a tese de que o IPTU pode incidir apenas sobre a valorização direta dos imóveis, ou seja, quando há ampliação ou melhoria do imóvel. Já a valorização indireta não pode ser tributada.
O mesmo entendimento foi proferido pelo engenheiro José Augusto de Queiroz. "A valorização do imóvel não aumenta a capacidade do proprietário pagar seu imposto. O lucro somente se realiza na venda do imóvel", declarou.
O imobiliarista Ricardo Taufic Tauil, dono de dois terrenos ainda não loteados na Gleba Palhano, disse que após ter analisado a PGV a considerou correta, mas sugeriu formas de reduzir o valor do tributo. Um dos terrenos, com 8 mil metros quadrados, cujo imposto é de R$ 6 mil, com a nova planta seria taxado em R$ 40 mil. No outro terreno, de 11 mil metros quadrados, o IPTU passaria de R$ 7,5 mil para R$ 56,2 mil. "Minha sugestão é de que se implante o fator gleba, como forma de reduzir o impacto para terrenos não loteados". Para outros casos, ele sugere redução de alíquota.
A resposta do secretário de Fazenda, Paulo Bento, gerou mal estar. Ele disse que efetivamente houve valorização daquela área e ele deveria fazer um requerimento à secretaria caso considerasse que houve algum erro. Foi um técnico da Fazenda quem saiu em defesa do contribuinte, dizendo que além de ele ser um "bom pagador de IPTU", a proposta da audiência era de receber sugestões. (L.C.)





