Igrejas têm regras diferentes para candidatos
Curitiba - Engana-se quem pensa que todas as igrejas estimulam a participação de seus líderes a entrar para a política. Na Comunidade Cristã Rei dos Reis, uma pequena denominação pentecostal, a utilização do espaço do culto para divulgação de candidaturas é proibida. ''Aqui não vem político para fazer propaganda'', destaca o líder da denominação, pastor Ismael Ferreira da Costa, que também é do Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná.
Na Igreja Adventista do 7º Dia os fiéis são orientados a escolher candidatos que não tenham vícios que não são tolerados, como a bebida e o cigarro. ''Mas não falamos vote nesse ou naquele. A orientação é de caráter geral'', explica o Pastor Moreira. Pastores da igreja podem se candidatar a cargos eletivos, mas precisam se licenciar do sacerdócio. ''Os fiéis não vêem com bons olhos isso'', diz.
A igreja tem um representante na Câmara de Curitiba, o vereador Dirceu Moreira, e outro na Assembleia, o deputado Artagão Júnior. ''Quando alguém da igreja se candidata eu sempre digo: não posso fazer nada. Mas depois de eleito, se ele fizer algo pela comunidade, a gente divulga'', conta.
Na Igreja Universal do Reino de Deus a decisão de se afastar do sacerdócio fica a cargo do candidato. O pastor Valdemir, que é vereador em Curitiba, diz que há quem, como ele, consegue separar bem a função religiosa da pública. ''Quando estou na minha igreja, meu trabalho é de evangelização'', destaca.
Já a Igreja Católica tem reafirmado que não incentiva seus padres a perseguir uma carreira política. A instituição exige que os que se candidatam se afastem de suas funções sacerdotais. (R.C.F.)





