Igreja condena corrupção e dá apoio ao MP
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
Em nota divulgada ontem, intitulada ''A hora de verdade'', a Arquidiocese de Londrina se manifestou sobre as denúncias de corrupção e as investigações feitas pelo Ministério Público (MP) do Paraná sobre suposto esquema de compra de votos na Câmara de Vereadores. No documento, assinado por padres, diáconos e o pelo arcebispo dom Orlando Brandes, a Arquidiocese cobra dos parlamentares que compõem a Comissão Processante (CP), seriedade na investigação, e que não seja ''por interesses político-partidários, mas para dar uma resposta à sociedade''. A CP apura se vigilantes da Centronic receberam pela prefeitura, mesmo prestando serviço na rádio que pertence ao prefeito Barbosa Neto (PDT). Se o Legislativo entender que o chefe do Executivo teve culpa, ele pode ser cassado.
Segundo a nota, a política ainda não alcançou o ideal de justiça e liberdade porque ''há vários anos acontecem denúncias, investigações, escândalos, prisões no âmbito da política londrinense''. Frisando que todo cidadão é inocente, até que a justiça decida, o clero afirma que ''o que importa não é a condenação ou absolvição, mas, a verdade'' pois ''a mentira é sustentáculo da corrupção''.
O apoio ao MP e pela imprensa também está destacado na nota. ''Manifestamos nosso apreço pelo Ministério Público (Gaeco), como também, pela mídia comprometida com a verdade''. A Arquidiocese finaliza a nota ressaltanto a importância da participação popular na política, especialmente através das eleições.
Empresários
Empresários estiveram ontem, na sede do MP, conversando com os promotores de Justiça sobre as investigações que já resultaram nas prisões de cinco pessoas ligadas à administração municipal. Na saída, depois de quase duas horas, não quiseram conceder entrevista, afirmando que o grupo, formado pelos presidentes da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Sociedade Rural do Paraná (SRP) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), vai se manifestar nos próximos dias através de um comunicado oficial.
O promotor de Justiça, Cláudio Esteves, afirmou que os empresários buscavam mais informações sobre as investigações. ''Temos o dever de prestar informações à sociedade, naquilo que não estiver sob sigilo.''


