O Ministério Público e a Polícia ainda não descobriram se o atentado ao prédio que abrigava a PIC teve um mandante. A promotora Cláudia Martins não explicou se o objetivo das diligências seria a busca de um possível mandante. Mas se mostrou confiante em relação às investigações e espera novidades.
O secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares, já havia afirmado no dia 30 de janeiro que o atentado à PIC pode ter sido executado sem um mandante, contradizendo declaração anterior do delegado Adauto, que se referiu a um ‘‘figurão’’ de Curitiba. ‘‘Houve um momento em que eu achava que sim. Mas hoje já tenho minhas dúvidas de que haja um’’, afirmou Tavares, na época. Na avaliação do secretário, a inexistência de mandante se relaciona ao fato de que os executores do incêndio ‘‘tinham interesse indireto’’ em destruir provas contra o crime organizado.
‘‘Eles podem ter sido motivados pela amizade que os ligava ou por propostas de dinheiro’’, comentou. O secretário disse ainda, na mesma ocasião, que ‘‘se houver razão que nos obrigue a caminhar nessas investigações para ver se tem algum mandante, vamos fazer isso com muita determinação’’. As investigações ficaram 30 dias sob a responsabilidade da Dinarc, que concluiu o inquérito e encaminhou o caso ao Ministério Público.
O secretário da Administração, Ricardo Smijtink, já avisou que a sede PIC vai ficar em um imóvel alugado, para resolver a situação ‘‘emergencial’’. Mas depois a promotoria deve ir para um prédio do governo, no Centro Cívico. Por enquanto, os promotores estão trabalhando em um prédio localizado na Rua Tibagi (região central). (M.D.)

mockup