Da Redação
de Londrina
Projetos pitorescos, muito mais ligados ao estilo do vereador-autor do que propriamente à realidade do município. Assim podem ser definidos os muitos projetos de lei que estão presentes no Legislativo de várias cidades paranaenses. Alguns acabam virando lei, que por sua vez, passam despercebidas pela grande maioria da população. O fato é que em todo o Paraná estas ‘‘pérolas’’ estão presentes, algumas cheias de humor, outras são puro desperdício de tempo.
Em Curitiba, um vereador elabora projeto de lei para, segundo ele, reduzir o preconceito em torno das empregadas domésticas, que seriam chamadas de ‘‘colf’’ - colaboradoras familiares. Do mesmo gênero, deve entrar em votação ainda neste semestre projeto de lei que denominará os garis de operadores ecológicos.
O objetivo também é valorizar a profissão dos responsáveis pela limpeza das vias públicas na capital.
Pesquisando nos anais do Legislativo de Cascavel, foi possível resgatar projetos no mínimo irônicos, como o que autorizou o prefeito municipal a doar um pinheiro, de propriedade do município, em estado de deterioração. O projeto, meritório ou não, foi aprovado e virou lei, em 1985. Mais tarde, em 1991, movida pela mesma ‘‘consciência ecológica’’, a Câmara aprovou lei parecida que previa proteger um pinheiro cultivado no centro cultural Gilberto Mayer. Em Campo Mourão, entre os projetos que chamaram a atenção da população está o que tinha intenção em regularizar o tráfego de bicicletas em vias urbanas, através do emplacamento das mesmas.
A população não gostou e o projeto acabou sendo arquivado. ‘‘A idéia era dar mais segurança aos ciclistas e evitar o roubo das bicicletas’’, defendeu a vereadora, Maria Dolores Alves (PPB), autora da matéria. Em Londrina o vereador Jaci Aguiar (PDT) sonha em entrar no ‘‘guinness book’’ a partir de mil homenagens feitas a pioneiros da cidade, que dão nomes às vias públicas. Até o final do mandato, afirma, ele completará o feito ‘‘com muito orgulho’’.

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