Idade mínima ocupa agenda
Agência Estado
De Brasília
FHC voltou ontem mesmo a Brasília, e vai discutir hoje, em reunião com os principais ministros da área econômica, o ministro responsável pela articulação política e os três líderes do governo no Congresso, alternativas para custear o rombo da Previdência Social. Sem clima político para enviar novamente ao Congresso a exigência da idade mínima para a aposentadoria, Fernando Henrique pretende encontrar outros meios para garantir recursos para o governo.
Para a reunião, marcada para as 10 horas, foram convocados seis ministros: da Fazenda, Pedro Malan; da Casa Civil, Pedro Parente; da Previdência, Waldeck Ornélas; do Orçamento, Marthus Tavares; das Comunicações, Pimenta da Veiga e o secretário-geral da Presidência e articulador político, Aloysio Nunes Ferreira.
Ontem, o porta-voz Georges LamaziSre anunciou que o encontro será feito para a discussão das medidas complementares da reforma da Previdência, incluindo todos os temas, inclusive a idade mínima.
Os ministros Malan e Ornélas queriam a reapresentação do projeto da idade mínima, mas os ministros políticos, Pimenta e Aloysio, mostraram a FHC que não haveria meios de aprovar a proposta no Congresso. No início desta semana, FHC chegou a declarar que a melhor contribuição que o Congresso poderia dar para o combate à pobreza no Brasil seria a aprovação de leis que permitam a redução drástica do déficit da Previdência.
FHC lembrou que só no ano passado o governo gastou R$ 19 bilhões para o pagamento da previdência e mais R$ 10 bilhões para aposentadoria e pensões privadas. Segundo ele, uma redução de 30% do déficit previdenciário garantiria uma economia de R$ 9 bilhões e permitiria manter o conjunto de ações na área social.
Além dos ministros e dos três líderes, FHC também chamou para a conversa de hoje o presidente do BC, Armínio Fraga, o secretário-executivo da Previdência, José Ceccin, e o secretário de Política Econômica, Edward Amadeo.





