O desfecho da ‘novela’ que se transformou a filiação partidária do governador Jaime Lerner (sem partido), marcado para o início da semana que vem, pode provocar uma ‘revoada’ no PSDB. Seis dos nove deputados estaduais e os cinco tucanos que integram a equipe de governo aguardam a filiação de Lerner - ao que tudo indica no PFL - para tomar um rumo partidário.
Antonio Anibelli já confidenciou numa roda de amigos a sua disposição em deixar o ninho e retornar ao PMDB. O deputado não se sentiria confortável em disputar o mesmo espaço político com Valdir Rossoni (sem partido) e Aníbal Khury (PFL) na sua base eleitoral, em União da Vitória. Outro temor é que uma orientação nacional do presidente FHC o force a ficar num mesmo palanque que do governador em 98.
Anibelli não simpatiza com Lerner desde que o Palácio Iguaçu tentou vetar a sua participação na mesa executiva da Assembléia, no início deste ano. O parlamentar ligou ontem para o senador Osmar Dias anunciando seus planos de mudança e pedindo garantias. Osmar comprometeu-se a não permitir qualquer interferência do Palácio do Planalto na disputa do Paraná.
Ricardo Chab, Beto Richa e Cesar Silvestri vêm sendo sondados pelo grupo do governador há meses. Como recompensa pelo fiasco, em maio deste ano, que a tentativa de filiação de Lerner no partido provocou. Extraoficialmente, Chab não descarta o PMDB. Beto Richa e Silvestri estão firmes ‘no namoro’ com o PTB.
Edson Silva Lino teria dito a alguns peemedebistas que está com um pé no PPB. Enquanto que Carlos Simões continua sendo ‘incógnita’. Para alguns colegas de sigla, diz que está descontente e para outros de que se mantém firme no PSDB. O PPB já fez vários convites para a filiação da família Simões.
No governo, a ‘revoada’ deve ser geral e atinge os tucanos que estão de olho nas eleições 98. O presidente da Mineropar, Omar Akel, da Codapar, Antonio Leonel Poloni, e do Instituto de Pesos e Medidas, Juraci Barbosa Sobrinho, devem deixar o PSDB.
Isolados e desconfortáveis no PSDB comandado pelo ex-governador Álvaro Dias, o ouvidor geral João Elias de Oliveira e o diretor de assuntos estratégicos da Copel, ex-secretário Deni Schwartz, tendem a seguir a decisão. (L.D.)

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