Diretores do Instituto do Câncer de Londrina (ICL) recorreram ontem aos vereadores para tentar superar uma barreira burocrática que está impedindo o funcionamento do novo acelerador linear - aparelho que reduz o tempo de tratamento dos pacientes com câncer.
Devido à limitação da área em que o ICL funciona, o aparelho, que custou US$ 646 mil, foi instalado em uma área de recuo. O Código de Obras do município estabelece que com o aumento da área construída, sejam disponibilizadas o equivalente em vagas de estacionamento, no entanto, não há espaço. A ''irregularidade'' está dificultando a liberação do habite-se pela Prefeitura. E, sem o habite-se, o Ministério da Saúde não autoriza o funcionamento do novo equipamento.
''Não temos área para estacionamento. Na frente há uma praça que já está sendo utilizada como estacionamento. Estamos pedindo aos vereadores que elaborem e aprovem um projeto que albergue a nossa necessidade. Não são grandes questões, não afeta o município'', argumentou o vice-presidente do isntituto, Rubens Martins Júnior. Segundo ele, o prefeito Nedson Micheleti (PT) também teria sinalizado favorável à exceção.
Hoje pela manhã uma comissão de vereadores vai visitar o ICL. ''Vamos conhecer as instalações e, em um segundo momento, estaremos como autores ou votando a favor para que possamos eximir o ICL da obrigatoriedade legal, da obrigação de vagas de estacionamento'', disse o presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB).

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