Ibope mostra indefinição na sucessão em Curitiba
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quinta-feira, 13 de maio de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A primeira pesquisa Ibope sobre a sucessão do prefeito Cassio Taniguchi (PFL), divulgada ontem pela rádio CBN em Curitiba, aponta a preferência do eleitorado pelo deputado estadual Angelo Vanhoni (PT), tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada. Na espontânea, quando o entrevistador não sugere nomes, Vanhoni aparece em primeiro lugar com 7%, seguido do vice-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB), com 5%. O deputado estadual Luciano Ducci (PSB) tem 2%.
Os demais aparecem com 1% na espontânea: o deputado federal Gustavo Fruet (PMDB), os deputados estaduais Luis Carlos Martins (PSL), Mauro Moraes (PL), Carlos Simões (PTB) e Rafael Greca (PMDB), e o vereador Ney Leprevost (PP). Até o governador Roberto Requião (PMDB), que não vai disputar a prefeitura, aparece a lista espontânea, com 1%.
O Ibope revela que a indefinição dos curitibanos é grande, pois 63% não opinaram. Brancos e nulos somaram 14%, e outros 2%. A pesquisa Ibope mediu também a rejeição dos pré-candidatos. O nome com maior índice de rejeição é o do deputado estadual Rafael Greca (PMDB), com 63%. Greca, ex-PFL, foi o antecessor de Cassio na prefeitura. Gustavo Fruet (PMDB) e Luiz Carlos Martins (PSL) aparecem com 44% de rejeição. Beto Richa (PSDB) tem 42% e Angelo Vanhoni 40%.
Na pesquisa estimulada, que tem vários cenários, Angelo Vanhoni também aparece em primeiro, seguido de Beto Richa. O Ibope ouviu 504 eleitores, entre 6 a 9 de maio. A margem de erro da pesquisa é de 4,4 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os nomes dos candidatos ainda não estão definidos. Eles só serão escolhidos nas convenções dos partidos, em junho. Até lá, os pré-candidatos trabalham para provar que seus nomes são viáveis.
Angelo Vanhoni, o líder da pesquisa, disse que o resultado o entusiasmou. Vanhoni defende uma aliança com o PMDB e outros partidos aliados, mas avalia que ainda é cedo para determinar se a eleição será polarizada no segundo turno entre seu nome e o do vice-prefeito Beto Richa.
Para Beto Richa, os índices mostram ''o resultado do nosso trabalho junto à população de Curitiba''. ''Podemos dizer que a eleição está polarizada e a simulação de segundo turno já apresenta um empate técnico'', avaliou Beto Richa. Apesar dos resultados obtidos por Beto, Cassio Taniguchi mantém a disposição de apoiar o candidato de seu partido, o vereador Osmar Bertoldi (PFL). ''Este é um momento importante, uma fase de definição. É bom ver os humores da população'', comentou o prefeito.
O deputado Luciano Ducci, ex-secretário municipal de Saúde, disse que a pesquisa é um reconhecimento de seu trabalho nos bairros. Segundo ele, seu trabalho ainda é pouco conhecido (é seu primeiro mandato como deputado). Ney Leprevost afirmou que a pesquisa ficou dentro de suas expectativas. ''Ainda não fizemos campanha, até porque a lei eleitoral não permite'', disse.
Gustavo Fruet frisou que a maior parte do eleitorado ainda não se definiu. ''O meio político está agitado, o eleitor não está.'' Gustavo, defensor da candidatura própria do PMDB, acredita que uma candidatura única da oposição em Curitiba como quer o grupo de Vanhoni será vencida. Na opinião de Rubens Bueno, secretário-geral nacional do PPS e presidente estadual do partido, a pesquisa é ''uma fotografia do momento''. ''Fica claro que a maioria da população ainda não tomou conhecimento da eleição, o que é natural neste momento'', afirmou Bueno.
Osmar Bertoldi (PFL) se disse satisfeito. ''Estou contente com porque sou o único candidato que tem evoluído, enquanto os outros estão estagnados há mais de um ano'', avaliou. A Folha não conseguiu contato com Mauro Moraes, Carlos Simões, Luiz Carlos Martins e Flávio Martinez.


