Ibope mostra Doria no 2º turno e adversário ainda indefinido
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sábado, 01 de outubro de 2016
Agência Estado 
A última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo sobre a eleição para a Prefeitura de São Paulo indica 35% dos votos válidos para João Doria (PSDB), o que deve lhe garantir lugar no segundo turno. A segunda vaga, porém, segue aberta. Há empate técnico entre o candidato do PRB, Celso Russomanno (23%), e sua adversária do PMDB, Marta Suplicy (19%) - e entre ela e o candidato à reeleição pelo PT, Fernando Haddad (15%). A margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Há empate técnico na disputa pelo segundo lugar porque, no limite, Russomanno poderia ter entre 20% e 26%, enquanto Marta poderia ter entre 16% e 22%. Do mesmo modo, Haddad poderia ter até 18%. As intersecções entre os limites de voto dos candidatos é que caracterizam o empate técnico.
Desde quarta-feira, segundo o Ibope, Doria oscilou de 32% para 35% dos votos válidos. Ao mesmo tempo, Russomanno manteve a tendência de queda e foi de 25% para 23%. Marta, que havia caído no começo da semana, oscilou positivamente de 18% para 19%. Haddad, que vinha em trajetória ascendente, continuou com 15%. Luiza Erundina (PSOL) foi de 6% para 5% dos votos válidos. A soma dos outros candidatos continua dando 3%.
Os resultados da pesquisa estão apresentados aqui em proporção dos votos válidos (aqueles dados exclusivamente aos candidatos) para facilitar a comparação com o que for apurado na urna, porque é assim que a Justiça Eleitoral apresenta os resultados.
Considerando-se a porcentagem sobre o total de votos (incluindo-se, portanto, os votos em branco e os nulos), as taxas dos primeiros colocados são menores: Doria (30%), Russomanno (20%), Marta (16%), Haddad (13%), Erundina (5%). Segundo o Ibope, ainda há 3% de eleitores indecisos ou que não quiseram responder e outros 10% que declararam intenção de votar em branco ou anular.
O Ibope ouviu 1.204 eleitores entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. O levantamento foi contratado por Globo Comunicação e Participações S/A e por S/A O Estado de S.Paulo. O registro no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo foi feito sob o protocolo SP-00873/2016.
Um dia antes das eleições, Haddad pede cassação da candidatura de Doria
Na véspera do dia das votações do 1º turno das Eleições de 2016, a campanha do prefeito e candidato à reeleição Fernando Haddad (PT) entrou na Justiça Eleitoral com um pedido de cassação do registro de candidatura do adversário João Doria (PSDB), líder das intenções de voto. A acusação é de que o tucano burlou a recente proibição do financiamento empresarial de campanha ao receber repasses de governos estaduais liderados pelo PSDB, por meio de seu grupo empresarial, o Grupo Doria. As doações pessoais respondem pela maior parte do financiamento da campanha do candidato até agora.
Um dos advogados da campanha petista, Fernando Neisser, alega que "empresas que querem auxiliar a campanha dele (Doria) conseguem fazer contratos com o Grupo Doria, e ele usa esse dinheiro, supostamente próprio, como uma autodoação".
Na ação, o prefeito também processa os governadores Marconi Perillo (Goiás), Beto Richa (Paraná), Pedro Taques (Mato Grosso) e Geraldo Alckmin (São Paulo), todos do PSDB, por supostos repasses indevidos à campanha de Doria. "Esses governos fizeram uma série de contratos sem licitação com o Grupo Doria, que agora permite que ele fale publicamente que está autofinanciando a sua campanha. Na verdade, esse dinheiro veio de contratos públicos com governos do PSDB, que na nossa leitura, já tinha essa intenção", diz o texto. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.
O advogado pede que, na investigação eleitoral, os governos e também as agências de publicidade contratadas encaminhem os contratos feitos ao Grupo Doria, além da quebra do sigilo fiscal do candidato e da sua empresa.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Doria é o maior doador da sua campanha, com R$ 2,9 milhões, seguido do PSDB, com R$ 1,5 milhões.
Segundo Neisser, a ação foi impetrada apenas neste sábado, véspera do dia do pleito, pois o jurídico de Haddad aguardava indícios contra o adversário tucano. "Nós não temos qualquer expectativa por uma medida urgente, de hoje para amanhã, mas julgamos que era importante entrar com ela antes da eleição, para que o eleitorado soubesse que existe essa suspeita".
Defesa
A assessoria de João Doria informou que o pedido de Haddad é "uma manifestação de uma candidatura perdedora, que quer tumultuar o processo eleitoral" e que "a campanha só vai se manifestar depois de receber notificada oficialmente."


