Ibama é acusado de corrupção
Ibama é acusado de corrupção
Denúncia envolve deputada federal e funcionários do orgão
A Polícia Federal (PF) vai investigar denúncias de tráfico de influência da deputada federal Alcione Atayde (PPB-RJ) e corrupção na Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Rio. A abertura de inquérito foi determinada ontem pela procuradora Andréa Bayão, da área criminal do Ministério Público Federal (MPF). A procuradora determinou ao Ibama o fornecimento da lista de todas as empresas fiscalizadas desde 1995 pelo instituto, além dos autos de infração e embargos emitidos pelos fiscais no mesmo período.
Com base nessa relação, a PF também deve ouvir os donos das empresas para apurar as acusações de que o irmão da deputada e ex-assessor da superintendência, André Luiz de Souza Oliveira, era responsável por fiscalizações paralelas, cujo real objetivo era extorquir as empresas visitadas.
A PF vai ouvir os funcionários do instituto citados na denúncia feita ao MPF contra a superintendência do Rio. Além de Oliveira, vão depôr o ex-superintendente Antônio Velasco, o chefe do Escritório Regional de Campos, Álvaro Henrique de Souza, irmão da deputada, e a ex-chefe do setor de Administração Financeira Sandra Maria Sá.
De acordo com a correspondência anônima que alertou para as irregularidades, os três foram indicados por Alcione, que também indicou 75% dos cargos comissionados do Ibama no Rio. A procuradora não pediu para a PF ouvir a deputada. Por enquanto, não há nada contra ela, apenas uma denúncia anônima, lembrou. Caso sejam descobertos indícios concretos contra a parlamentar, ela poderá ser ouvida no inquérito.
As mesmas denúncias foram a razão para a instauração de auditoria interna na superintendência e afastamento de Sandra, Oliveira, dos diretores jurídico, Carlos Ribeiro, e técnico, Roberto Teixeira, do chefe da Fiscalização do Ibama no Rio, Luiz Antônio Ferreira, e de Velasco, que há 40 dias, havia pedido demissão.





