Ibam diz que salário não é a maior despesa
Curitiba - Na opinião do secretário executivo da União dos Vereadores do Paraná (Uvepar), Jandrey Vicentin, menos vereadores traz menos representatividade. ''Se o repasse não diminui, o custo do Legislativo também não vai diminuir'', afirma. As câmaras do Paraná recebem de 5% a 8% do orçamento do município. A maioria, segundo Vicentin, fica com um repasse de 6%, que é o caso de Londrina.
No próprio levantamento feito pelo Ibam, também é feita uma observação a respeito do fenômeno: ''Aos estudiosos e conhecedores da realidade municipal o resultado não surpreendeu, pois os custos fixos de funcionamento das câmaras não seriam reduzidos na mesma proporção da redução do número de vereadores. Isto porque o valor do subsídio dos vereadores nunca foi o maior item de despesas das câmaras''.
Entre as 12 cidades da região Sul que foram pesquisadas pelo Ibam e possuem de 200 mil a 500 mil habitantes, cinco câmaras municipais (nenhuma do Paraná) apresentaram uma variação negativa, ou seja, gastaram menos em 2005, em relação a 2004: Alvorada (RS), com variação de -0,92%, Novo Hamburgo (RS), com -21,87%, Blumenau (SC), com -18,35%, Canoas (RS), com -9,19%, e Caxias do Sul (RS), com -1,15%.
As outras setes câmaras municipais, que gastaram mais em 2005, do que em 2004, são as seguintes: Viamão (RS) com 10,06%, Gravataí (RS) com 0,41%, Santa Maria (RS) com 1,46%, Maringá (PR) com 4,50%, Florianópolis (SC) com 40,14%, Joinville (SC) com 5,21% e Londrina (PR) com 5,81%. Na região Sul, o levantamento do Ibam atingiu 704 câmaras municipais, de um total de 1.188. (C.S.)





