Curitiba - O chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, defendeu ontem o Executivo dos ataques da bancada de oposição na Assembléia Legislativa sobre os gastos com viagens e uso de cartão corporativo. Pelos cálculos de Iatauro, há números que revelam a diminuição dos gastos na comparação com a administração anterior. ''Os valores gastos em 2004, por exemplo, são menores que os de 2002. E a comparação não leva em conta o aumento de 77% no número de servidores estaduais ocorrido a partir de 2002'', disse. Iatauro ressaltou que naquele ano o Estado tinha 90 mil funcionários. Hoje são 160 mil.
Um levantamento apresentado pelo líder da oposição, Valdir Rossoni (PSDB), revela que, de 2003 a 2006, a gestão de Roberto Requião (PMDB) teria gasto R$ 210 milhões somente em viagens e cartões corporativos. O valor incluiria despesas com passagens, locomoções - táxi ou combustível para veículos oficiais - e diárias, incluindo hospedagem e alimentação. Em 2006, somente a conta do cartão corporativo teria sido de R$ 21 milhões. Em 2007, de janeiro a agosto, o cartão corporativo representaria R$ 18 milhões. Mas, de acordo com Iatauro, a oposição destacou como despesas de diárias o uso do cartão para pagamento de serviços e que os gastos só ultrapassaram os valores anteriores a 2003 quando houve o reajuste da tabela de diárias, em 2005.
Segundo Iatauro, mesmo com maior número de usuários e sem correção monetária, o governo gastou menos em 2004 (R$ 26 milhões), inclusive na comparação com o primeiro ano da atual administração, 2003, ano em que se gastou menos (R$ 30 milhões) que o último ano da gestão anterior, de Jaime Lerner (PSB). ''A oposição parece querer omitir dados do momento histórico em que eram a base do governo.''

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