Iatauro admite que houve falhas no exame das contas
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2001
De Curitiba 
O presidente do TC, Rafael Iatauro, admitiu que houve falhas no julgamento das contas de Maringá de 1997 e 1998 que foram aprovadas pelo órgão mas preferiu repartir a culpa com a Câmara de Vereadores de Maringá. Os desvios passaram por nós mas passaram por eles também, argumentou. Iatauro disse que se a Câmara quiser, pode rever o parecer que deu às contas.
De acordo com o presidente do TC, é difícil detectar desvios sem uma denúncia, porque normalmente os papéis vêm corretos. Ele disse que foram usados documentos diferentes na apreciação de contas e na auditoria. Mas muitos documentos eram coincidentes, emendou.
Segundo ele, em Maringá os desvios eram tão bem feitos que não foram detectados antes. Ele comparou o sistema de fiscalização do TC ao da Receita Federal. A Receita não tem como fiscalizar um por um todos seus contribuintes. Normalmente, é uma denúncia que detona o processo de investigação. Apesar destas declarações, o Ministério Público (MP) de Maringá já havia admitido que as fraudes eram grosseiras.
Iatauro assegurou que rombos semelhantes podem ter acontecido em outros municípios, e prometou rigor na fiscalização durante sua gestão. De agora em diante prometo que pelo menos sustos os prefeitos vão levar bastante, declarou.
No caso de Maringá, Iatauro explicou que o ex-prefeito Jairo Gianoto não assinava praticamente nada na parte financeira, ficando isso por conta de Paolicchi ou outros prepostos. Nunca vi antes, mas parece que isso era comum em Maringá nos últimos dez anos. É isso que vamos apurar.
Gianoto, que responde a processo por improbidade administrativa, foi afastado do cargo pela Justiça no dia 13 de novembro. O resultado da auditoria vai servir de base para o julgamento das contas posteriores em Maringá. Fonte da Folha assegura, no entanto, que o total do golpe em Maringá é de R$ 100 milhões. (M.D.)


