Hulse, o vice, também pode ser afastado
FLORIANÓPOLIS - Além do governador Paulo Afonso Vieira (PMDB), outras autoridades de Santa Catarina estão ameaçadas de afastamento dos seus cargos: o vice-governador, José Augusto Hulse, o secretário da Fazenda, Paulo Prisco Paraíso, e o procurador-geral do Estado, João Carlos Hohendorff. A Assembléia Legislativa também recebeu acusações contra eles por crime de responsabilidade, sob a alegação de que teriam atuado de forma irregular na emissão de R$ 605 milhões em títulos públicos.
Paraíso decidiu processar os senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e Vilson Kleinubing (PFL-SC), da CPI dos Precatórios, que divulgaram a existência de dois depósitos feitos pela corretora Fator, totalizando cerca de R$ 35 mil, na sua conta bancária. Segundo Paraíso, os senadores foram levianos ao insinuarem que o dinheiro seria fruto de operação irregular, referente à emissão de títulos.
Hulse é acusado porque assinou documentos relativos à emissão, como substituto do governador. O procurador-geral é acusado de ter contribuído para que a relação de precatórios fosse aumentada.





