Hubert será um dos interrogados pela CPI Copel-Sercomtel
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quinta-feira, 27 de março de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Tadeu Veneri (PT), relator da subcomissão de créditos tributários da CPI Copel-Sercomtel, anunciou ontem que pretende convocar o ex-presidente da Copel e ex-secretário da Fazenda Ingo Hubert, além de outras 17 pessoas, para esclarecer o caso Copel-Olvepar. A estatal de energia comprou créditos tributários da Olvepar, empresa falida em agosto do ano passado, e o Ministério Público (MP) apurou irregularidades na transação. O caso hoje está nas mãos da Justiça.
A decisão de Veneri, que requereu as convocações formalmente à CPI, gerou mal-estar junto ao presidente da comissão, Marcos Isfer (PPS). Em tese, é o presidente da CPI quem tem que oficializar as convocações. E Isfer preferia não antecipar os nomes dos futuros convocados, que devem começar a ser ouvidos na semana que vem. Ele confirmou, porém, que Hubert deve ser chamado, mas ''quando for o momento apropriado''. A próxima reunião da CPI, marcada para terça-feira, terá a presença de dois integrantes do MP que investigam o caso Olvepar. Isfer quer obter informações junto ao MP para, na sequência das apurações, poder cruzar com os dados obtidos pela CPI.
Na relação de 18 nomes apresentada por Veneri, constam, além de Hubert, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Heinz Herwig que emitiu parecer favorável à compra dos créditos da Olvepar ; e o ex-diretor de Participações da Copel Mario Roberto Bertoni. Veneri considera que uma das pistas do caso está em documentos obtidos junto à direção da Copel, revelando que a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (Adifea) recebeu R$ 16,8 milhões para mediar a operação entre a Copel e a Olvepar.
O MP quer que os responsáveis pela transação paguem R$ 106,9 milhões aos cofres públicos pelos prejuízos que teriam sido causados. Bem como briga na Justiça para que os mesmos não tenham foro privilegiado por Hubert ter sido secretário de Estado.


